Apresentado em 1939, o calibre 30T2 inaugurou uma das famílias de movimentos mais importantes da história da Omega. Seu nome deriva do diâmetro aproximado de 30 milímetros da platina, enquanto “T2” identifica a segunda evolução dessa arquitetura.
De corda manual e construção ampla, o 30T2 foi concebido segundo princípios de simplicidade, robustez e precisão. Sua arquitetura utiliza escapamento de âncora suíça, balanço com parafusos, espiral Breguet e frequência de 18.000 alternâncias por hora. Nesta configuração inicial, apresenta 15 rubis, pequenos segundos às seis horas e não utiliza sistema antichoque.
Este exemplar possui o desejável movimento de acabamento branco, associado às primeiras execuções do 30T2 e anterior à predominância do tradicional acabamento acobreado ou rosé encontrado em grande parte da produção posterior. Essa característica mecânica, somada ao ano de fabricação, coloca o relógio muito próximo da origem histórica da família 30T2.
O mostrador apresenta uma configuração bicolor conhecida como “bullseye”: o centro em tonalidade mais clara é circundado por um largo anel escuro, também repetido no registro dos pequenos segundos. A composição cria profundidade e forte contraste visual, sendo consideravelmente menos comum que os mostradores monocromáticos encontrados nos Omega desse período.
O conjunto é completado pelos incomuns ponteiros “Pontife”, reconhecidos especialmente pelo grande círculo vazado no ponteiro das horas. Trata-se de uma linguagem estética fortemente ligada ao período Art Déco e hoje especialmente apreciada por colecionadores de relógios Omega anteriores à Segunda Guerra Mundial.
Com 35 mm de diâmetro, medida bastante generosa para 1939, este exemplar combina presença no pulso, importância mecânica e uma configuração visual pouco usual. A união entre o calibre 30T2 branco, o mostrador bullseye e os ponteiros Pontife faz desta uma peça singular e altamente colecionável dentro da produção vintage da Omega.